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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA É FAST FOOD SIM!

Entrei no site do CFESS estimulado pelo tópico relacionado neste blog e peço permissão de de transcrever um texto postado lá e comentá-lo de forma fragmentada: Eu acho que a comparação do EaD com redes de fast-food foi infeliz principalmente para seus autores já que eu arrisco sim comparar o EaD com redes de fast-food. Por exemplo neste trecho: “O CFESS Manifesta “Educação não é fast-food” rebate os argumentos de que a campanha seria excludente e discriminatória. “Pelo contrário, nossa defesa é da democratização do acesso, pela via da igualdade de condições, pela via do reconhecimento e materialização da educação como direito e não como mercadoria”. Faço uma pausa para citar algumas analogias ao sistema fast food que outro dia tive acesso em um artigo por leitura mas que infelizmente não lembro o nome do autor. Pois bem, numa rede de fast food, pelo padrão de atendimento nenhum cliente é atendido de forma diferenciada pela sua cor, pela sua posição política, social, credo e outros padrões passíveis de discriminação, ou seja o acesso é livre a todos com um nível de democratização ímpar de forma que o simples fato de desejar consumir o produto ali servido já faz dos clientes pessoas igualmente especiais, eu disse: IGUALMENTE. Para manter esta postura, toda a equipe é assistida por grupos de treinamento e orientadas a proceder desta forma, sem distinção. Mesmo que o canal de comunicação entre cliente e atendente não seja estabelecido de pronto, todos os atendentes são orientados a não excederem-se emocionalmente e conduzirem a situação da forma mais natural possível para que o cliente seja bem atendido, suas dúvidas sejam sanadas e desta forma, tenha acesso ao que ele veio buscar. À linha de produção, não é dispensada menor atenção já que a uniformidade é uma marca registrada deste sistema. Cada cadeia de fast food tem no sabor, sua característica marcante que compõe inclusive ponto crucial da escolha da marca pelo cliente. Exalto aqui o termo UNIFORMIDADE, pois de qualquer ponto do mundo o cliente pode ter acesso ao mesmo sabor que um dia resolveu adotar como o ideal para seu paladar. A forma com que as equipes dentro de uma destas lanchonetes trabalham deixam claro ao pior observador que tal sincronia é obtida por TREINAMENTO e CAPACITAÇÃO DA EQUIPE. Os críticos a este sistema tambem o percebem e chamam a uniformidade utilizada como ferramenta de democratização de: “Atendimento decoreba ou atendimento robotizado”. O fast food entra como opção àquele cliente que por algum motivo teve que escolher fazer uma refeição rápida para voltar ao mercado, pois neste caso específico ele não está comprando SÓ comida, ele tambem está comprando TEMPO. O fato dele comprar tempo embutido na alimentação torna-o competitivo no mercado. Quem tem acesso a este texto e que não preferiria um almoço tranquilo todos os dias com a família em casa? Saboreando cada bocado de alimento levado à boca? E agora questiono: Quantos destes não tem esta possibilidade? É correto puní-los com a abstinência à refeição? Não, eu não acredito que seja correto. Fazendo uma analogia à EaD, quantos brasileiros são obrigados à deixar a escola na infancia para auxiliar no sustento da família, ou que simplesmente a deixam por ter uma orientação familiar que o estimule a continuar. Com a maturidade esta pessoa pode querer mudar esta vida e em geral a maturidade vem com os compromissos assumidos: família, filhos. Estes compromissos envolvem compromissos financeiros que obrigam este cidadão a se colocar em jornada diversificada de trabalho não podendo se dar ao luxo de deixar um período para estudar. E daí entra o EaD para atender de forma democrática este público. Um compromisso assumido nestas condições leva este indivíduo a ter anseios profissionais altos e esta motivação pode estimulá-lo a buscar objetivos tão altos que podem superar o indivíduo formado num curso superior sem estímulos reais como os destacados acima.(DEMOCRATIZAÇÃO)
Seguindo o texto- “diz o documento, que também faz críticas contundentes à política de educação superior do país, ao afirmar que “em detrimento do aumento de vagas em Instituições de Ensino públicas e presenciais, ou da criação de cursos de Serviço Social nas universidades públicas que ainda não o têm, ocorre a massificação via EaD ou a utilização do fundo público para financiar bolsas de estudos nas instituições privadas, através da ampliação do PROUNI” “. Para este quesito é bom lembrar que a criação de novos cursos e neste caso uso de serviço social como exemplo em faculdades públicas que não o tem, envolvem contratação de professores, aquisição de equipamentos e em alguns casos ampliação do estruturas físicas o que oneram sensivelmente o investimento inicial para o atendimento de um grupo inicial de no máximo 40 alunos , número que é aumentado na mesma proporção nos semestres que se seguem. Um investimento altíssimo para um público relativamente pequeno. Agora, utlize este mesmo volume financeiro e aplique em bolsas de estudo nas faculdades da rede privada, como sugere o texto. Quantos estudantes não serão beneficiados de uma só vez em uma grande diversidade de cursos à livre escolhados candidatos?( LIVRE ESCOLHA = DEMOCRATIZAÇÃO). Some-se a isto o fato das redes privadas terem encontrado como nicho de mercado cidades que não tem uma assistência satisfatória pelas instituições federais. É comum que os filhos de cidades pequenas optam por estudar na cidade natal e ali ficam para retribuir com trabalho a oportunidade que lhe foi conferida promovendo o desenvolvimento regional. Quantas cidades brasileiras privariam seus habitantes de se formarem em direito, enfermagem, agronomia se não fosse pela intervenção da iniciativa privada? (pautemos novamente pela democratização). Portanto, destinação de verba federal para custear bolsas de estudo na inciativa privada é uma prática que o país só tem a ganhar. Um numero maior de alunos tem acesso a uma diversidade maior de cursos de graduação superior de forma gratuita com qualidade. Se o a faculdade ofertar as duas formas: presencial e EaD novamente está democratizando o direito de escolha. O estudante que escolhe EaD o faz por motivos particulares, motivos estes que de alguma forma o impedem de optar pelo modo presencial. Mas enfim, vejo este posicionamento dos conselhos, sim CONSELHOS, pois o conselho de Biologia tentou negar registros a profissionais formados pelo sistema EaD e depois foram obrigados a reestabelecer a emissão, vejo como um comportamento de resistência ao novo, ao diferente que deve ser minimizado com o passar do tempo e o aumento destes profissionais no mercado de trabalho. Terão profissionais formados pelo sistema EaD que não conseguirão colocação no mercado? Sim terão! Da mesma forma que ocorre com os profissionais formados pelo modo presencial.
Obrigado pessoal, deixem sua opinião